Libra: os desafios de uma das maiores descobertas do pré-sal brasileiro

O campo de Libra é uma das maiores descobertas já realizadas no pré-sal brasileiro e o principal projeto de Exploração e Produção da Total no País. A Total E&P do Brasil faz parte do consórcio responsável pela exploração e desenvolvimento do campo, com participação de 20%, ao lado das parceiras Petrobras (operadora, com 40%), Shell (20%), China National Offshore Oil Corporation (10%) e China National Petroleum Corporation (10%). As empresas estão reunindo sua ampla experiência no setor para desenvolver esse campo gigante.

Localizado na Bacia de Santos, a aproximadamente 200 km da costa do Rio de Janeiro, Libra cobre uma área de 1.550 km² – equivalente ao tamanho da cidade de São Paulo – e está situado em águas ultraprofundas, em lâmina d’água de aproximadamente 2.000 metros. Atuar em águas profundas está no DNA do Grupo Total. Em Libra podemos compartilhar com as outras parceiras o nosso conhecimento no segmento, notadamente em projetos na costa oeste da África, como CLOV, Dalia, Girassol e Pazflor¹, para contribuir com o sucesso do desenvolvimento desse ativo. É um projeto complexo, que envolve diversos desafios tecnológicos, operacionais e humanos, tanto no Brasil como na França.

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    O FPSO que será usado no Teste de Longa Duração de Libra foi convertido no estaleiro Jurong, em Cingapura, e chegou no Brasil em maio

Trabalho integrado

Entre as inovações de Libra está o modelo de trabalho entre os parceiros do consórcio. Pela primeira vez no Brasil, a equipe do projeto, nomeada Joint Project Team (JPT), composta por mais de 200 profissionais das cinco empresas, principalmente da Petrobras, trabalha reunida num mesmo local. A Total designou oito profissionais, chamados secondees, para integrar o JPT. Essa proximidade no dia a dia facilita a interação e a troca entre essa equipe multicultural. Profissionais de diferentes nacionalidades, como brasileiros, franceses, americanos, britânicos, angolanos e chineses, trabalham em sinergia com um objetivo único: tornar Libra um ativo muito bem-sucedido, que traga os melhores resultados para todos os parceiros.

O trabalho do consórcio foi iniciado em 2014 e importantes resultados já foram alcançados:

•    perfuração de nove poços durante a campanha de avaliação e completação de três poços até março de 2017;
•    contratação de duas sondas de perfuração - que estão em atividade;
•    contratação e início da customização do primeiro FPSO – unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo – do projeto, no estaleiro Jurong, em Cingapura.

Este FPSO será usado no Teste de Longa Duração (TLD) planejado para começar em 2017. O objetivo do TLD é avaliar os níveis de produção e o comportamento do reservatório, a fim de melhor determinar as especificações dos sistemas de produção definitivo do campo. O FPSO terá capacidade para processar até 50 mil barris de óleo por dia e injetar até 4 milhões de m³ de gás por dia. O consórcio se prepara para a contratação de um novo FPSO, chamado Piloto, em 2017 (com capacidade de produção de 180 mil barris de óleo por dia).

Tecnologia estado da arte

Os desafios do desenvolvimento da produção de Libra demandam o uso de tecnologias já aplicadas em outros projetos do pré-sal brasileiro, muitas delas desenvolvidas pela operadora Petrobras. Perfurar a espessa camada de sal para alcançar esse tipo de reservatório é um grande desafio a ser superado. Com soluções de tecnologia estado da arte é possível realizar a perfuração da camada de sal de forma segura, além de reduzir os custos e o tempo das atividades de perfuração e de completação de poços.

Entre as principais tecnologias de ponta utilizadas no pré-sal está o uso de dados sísmicos em alta resolução, que permite aos profissionais de geociências “enxergar” através da camada de sal. A sísmica é comparada a um ultrassom, através da qual os técnicos conseguem avaliar com maior precisão a profundidade e as características do reservatório da área na qual planeja produzir, estudar o potencial produtivo e definir a melhor estratégia para seu desenvolvimento.

A combinação da experiência global e do conhecimento das empresas parceiras do projeto de Libra é um dos seus grandes diferenciais. E a Total se orgulha de fazer parte desse projeto desafiador, desenvolvendo uma das maiores reservas de petróleo do mundo, e firmando um compromisso a longo prazo com o Brasil.

 

1 – CLOV e Pazflor são projetos em águas profundas desenvolvidos e operados pela Total em Angola, que exemplificam a excelência e tecnologia da empresa nesse setor. Saiba mais em total.co.ao 

Atualizado em setembro de 2016

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