08/04/2015 - Notícias

Pangea: 80.000 vezes mais potente que o seu PC normal

Pangea: não é por acaso que o supercomputador da Total leva o nome do supercontinente único que se acredita ter existido há cerca de 250 milhões de anos. Instalado no Centro Científico e Técnico de Pesquisa & Desenvolvimento Jean Féger da Total, na França, o Pangea terá a sua potência triplicada até 2016. Mas qual é exatamente o objetivo de um supercomputador?

Um computador como nenhum outro

O Pangea é um supercomputador que pode realizar 2,3 quatrilhões de operações por segundo, ou, em termos técnicos, 2,3 petaflops. “A atualização em andamento vai aumentar este poder de computação para 6,7 petaflops, equivalente a 80 mil computadores pessoais”, explica Philippe Malzac, Diretor de TI na divisão de Exploração e Produção da Total. “Isto possibilitará a aplicação de algoritmos cada vez mais complexos para grandes volumes de dados”. O Pangea é também um dispositivo de armazenamento de dados em larga escala: em 2016 passará a ter capacidade de armazenamento de 27 petabytes, o suficiente para armazenar o equivalente a 5,7 milhões de DVDs! Em resumo, o Pangea é um computador – no entanto, é muito maior e mais poderoso do que o que está em seu desktop.

Um recurso a serviço das geociências

Mas qual é o objetivo de um computador tão potente? Quando uma empresa como a Total explora uma área à procura de petróleo e gás, o Pangea torna mais fácil a identificação da área com maior potencial, reduzindo o risco de perfurar um poço seco. Através deste supercomputador, a equipe de Exploração pode processar rapidamente os dados sísmicos adquiridos e transformá-los em modelos de subsuperfície. Segundo François Alabert, responsável pela área de Técnicas de Exploração, “graças ao Pangea, temos imagens que são muito mais claras e ricas em informações geológicas e que estão disponíveis muito mais rapidamente do que antes. Isto é fundamental para a identificação de trapas de petróleo complexas e para redução dos riscos técnicos. Além de permitir a melhora da segurança e da eficiência do processo de perfuração, que é cada vez mais complexo e caro. Às vezes é necessário gastar centenas de milhões de dólares para atingir o objetivo a 10 quilômetros da superfície!” Imagens de qualidade superior resultam em decisões mais confiáveis e mais rápidas quanto à possibilidade de realizar uma perfuração exploratória para descobrir um reservatório de óleo ou gás.

O Pangea também é usado na etapa de Produção, a fim de aprimorar o desenvolvimento das reservas de uma jazida de petróleo ou gás. Quando essas reservas são desenvolvidas, os engenheiros de reservatórios podem usar o supercomputador para gerar simulações da circulação de fluidos em sua área. Estes cálculos possibilitam a criação de imagens “4D” da “respiração” do campo, à medida que o petróleo ou o gás é produzido, e permitem identificar as áreas onde o petróleo ainda pode ser explorado. Esta “animação” é resultado de imagens em 3D produzidas em diferentes períodos. Antes do Pangea, às vezes levava várias semanas ou meses para produzir tais imagens. Hoje em dia, é questão de horas ou dias. Os modelos físicos que podem ser utilizadas graças ao poder de processamento do Pangea são mais precisos, tornando-se possível maximizar a produção de óleo ou gás. Assim, o Pangea aumenta o retorno sobre nossos grandes investimentos para desenvolvimento de projetos, que por vezes ultrapassam os US$ 10 bilhões.