02/03/2017 - Notícias

Total e Petrobras selam sua Aliança estratégica por meio da assinatura de contratos definitivos

Rio de Janeiro - Petrobras e Total informam que assinaram contratos definitivos ontem relacionados ao pacote de ativos contemplado na Aliança Estratégica, conforme definido no Acordo de 21 de dezembro de 2016.

Os contratos assinados ontem selam a Aliança Estratégica entre as duas companhias, criando novas parcerias nos setores de produção e pós-produção, juntamente com uma cooperação técnica reforçada, abrangendo operações, pesquisa e tecnologia. Essa aliança deve permitir que ambas as companhias combinem os seus conhecimentos internacionalmente reconhecidos em todos os segmentos da cadeia de valor de petróleo e gás no Brasil e globalmente. 
 

Por meio destes contratos:

  • A Petrobras irá transferir 22,5% dos direitos à Total na área de concessão denominada Iara (abrangendo os campos Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu, que estão sob unitização com o Entorno de Iara, uma transferência de área de direitos na qual a Petrobras detém participação de 100%) no Bloco BM-S-11. A Petrobras continuará a ser a operadora com uma participação majoritária de 42,5%. A parceria com a Total permitirá que a Petrobras reduza o seu investimento e se beneficie com soluções tecnológicas que serão estudadas em conjunto com a Total, aumentando a rentabilidade e o volume de petróleo a ser recuperado. BG E&P Brasil, uma subsidiária da Royal Dutch Shell, com 25%, e a Petrogal Brasil, com 10%, também participam do consórcio.
  • A Petrobras irá transferir 35% dos direitos à Total, na área de concessão do campo Lapa, no Bloco BM-S-9, e também irá transferir a qualidade de operadora à Total, ao passo que a Petrobras permanecerá na licença com 10%. O campo Lapa começou a produção em dezembro de 2016. A Total, como nova operadora deste campo, trará para o Consórcio sua valiosa experiência em projetos de águas profundas para gerenciar as próximas fases do desenvolvimento desafiador do campo Lapa, uma vez que apresenta características distintas de outros campos pré-sal. Os outros parceiros são BG E&P Brasil, uma subsidiária da Royal Dutch Shell, com 30% e Repsol-Sinopec Brasil, com 25%.
  • A Petrobras irá transferir a participação de 50% à Total na Termobahia, composta por 2 plantas de cogeração, Rômulo de Almeida e Celso Furtado, localizadas na Bahia. As duas unidades estão conectadas ao terminal de regaseificação, localizado em São Francisco do Conde, também na Bahia, onde a Total terá capacidade de regaseificação para fornecer gás às plantas elétricas. Esta joint venture integrada de gás e petróleo (G&P) representará uma parceria inovadora no mercado brasileiro de G&P.

Os contratos acima se somam aos que já foram firmados no dia 21 de dezembro, tais como: (i) opção para a Petrobras de compra de 20% de participação no bloco 2 da área Perdido Foldbelt, no setor mexicano do Golfo do México, (ii) estudos de exploração conjunta nas áreas exploratórias da Margem Equatorial e na Bacia de Santos; e (iii) contrato de parceria tecnológica nas áreas de petrofísica digital, processamento geológico e sistemas de produção submarina

Após a assinatura de ontem, Pedro Parente, CEO da Petrobras, e Patrick Pouyanne, Presidente e CEO da Total, declararam: "Estamos muito satisfeitos hoje pela concretização de nossa Aliança estratégica. Estas novas parcerias, juntamente com uma cooperação tecnológica reforçada, devem criar sinergias e valores significativos, representando a união de nossa excelência operacional e reduzindo ainda mais os custos sobre os nossos projetos conjuntos em benefício de ambas as companhias".

Com esta operação, a Total pagará à Petrobras um valor total de US$ 2.225 bilhões compostos de US$ 1.675 bilhões em dinheiro vivo para ativos e serviços, US$ 400 milhões, que poderão ser acionados para realizar uma parte da quota de investimento da Petrobras nas áreas de desenvolvimento de Iara, e US$ 150 milhões em pagamentos contingentes.

A conclusão da operação está sujeita à aprovação pelas entidades reguladoras relevantes, potencial exercício do direito de preferência pelos atuais parceiros de Iara, além de outras condições suspensivas.

Para a Petrobras, a execução da Aliança Estratégica é uma parte importante do seu Plano de Negócios e Gestão de 2017-2021, a fim de melhorar o compartilhamento de informações, experiências e tecnologias, fazer avançar o fortalecimento da governança corporativa e melhorar a gestão financeira da companhia mediante a mitigação de riscos, fluxo de caixa e liberação de investimentos.

Para a Total, estas novas parcerias com a Petrobras reforçam a posição da companhia no Brasil, por meio do acesso a novos campos na Bacia de Santos e a entrada na promissora cadeia de valor de gás.

 

Total e Petrobras:  
Atualmente, a Petrobras e a Total participam conjuntamente de 19 consórcios em exploração e produção em todo o mundo. No Brasil, as companhias são parceiras no desenvolvimento do enorme campo de Libra, que é o primeiro Contrato de Partilha de Produção na bacia de Santos do pré-sal brasileiro. Fora do Brasil, a Petrobras e a Total são parceiras no campo de Chinook, no Golfo do México, no campo de águas profundas de Akpo na Nigéria e nos campos de gás de San Alberto e San Antonio/Itau na Bolívia, bem como no gasoduto Bolívia-Brasil.

Sobre a Petrobras:
A Petrobras é uma companhia de energia integrada com foco em petróleo e gás, reconhecida como um líder na exploração e produção em águas profundas e ultra-profundas, com operações principalmente no Brasil. Atualmente, produzimos 2,86 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Nossos valores são impulsionados pelo respeito à vida, às pessoas e ao meio ambiente; pela ética e transparência; pelo mercado; pela superação e confiança e por resultados. www.petrobras.com.br