04/01/2017 - Notícias

Total inicia mobilização operacional para atividade de pesquisa exploratória de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas

Esta semana a Total E&P do Brasil recebeu no Porto de Belém (PA) os primeiros equipamentos que serão utilizados durante a atividade de perfuração de poços de pesquisa exploratória de petróleo que a empresa prevê realizar na Bacia da Foz do Amazonas a partir deste ano. A chegada dos equipamentos marca o início da mobilização operacional da Total na região.

A Total aguarda a emissão da licença ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão responsável pelo licenciamento da atividade, para iniciar a perfuração de poços nos blocos que a empresa opera na Bacia da Foz do Amazonas. Até a emissão da licença, os equipamentos recebidos, como tubos de perfuração, brocas e containers, ficarão armazenados no Porto de Belém.

Em dezembro de 2016, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a prorrogação do primeiro período exploratório dos cinco blocos operados pela Total na Bacia da Foz do Amazonas. A empresa terá, então, prazo de mais dois anos, até 2020, para a realização da primeira etapa de perfuração de poços de pesquisa exploratória de petróleo. O maior tempo hábil para analisar detalhadamente os dados obtidos durante a pesquisa é fundamental para aumentar a chance de sucesso exploratório na região.

Sobre o empreendimento

Em maio de 2013, durante a 11ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural no Brasil organizada pela ANP, a Total E&P do Brasil adquiriu concessão para realizar atividades de pesquisa exploratória nos blocos FZA-M-57, FZA-M-86, FZA-M-88, FZA-M-125 e FZA-M-127, na Bacia da Foz do Amazonas.

Após a aquisição, a empresa iniciou o processo de licenciamento ambiental junto ao Ibama, para a perfuração de até nove poços de pesquisa nesses blocos. Foram apresentados para análise do Ibama o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do empreendimento e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). Durante esta fase de avaliação, o Ibama emitiu pareceres técnicos, foram realizadas três audiências públicas (em julho de 2016) e, ao final da análise do processo, será emitido um parecer indicando se o empreendimento é ambientalmente viável ou não. Em caso positivo, será emitida a licença ambiental que permite o início das atividades.

A Total prevê iniciar as atividades de perfuração de poços de pesquisa exploratória de petróleo em 2017. Os poços serão perfurados em águas ultraprofundas, a mais de 1.900m de profundidade e a uma distância entre 120 e 188 km da costa do município do Oiapoque, no estado do Amapá. O objetivo da atividade é identificar e avaliar a existência de reservas de petróleo e/ou gás na área dos blocos. A partir da avaliação dos poços, outras atividades poderão ocorrer futuramente na área, sujeitas também a ações de licenciamento ambiental junto ao Ibama.