21/10/2013 - Notícias

Total adquire participação de 20% no Campo de Libra na Bacia de Santos

Foi concedido à Total, como parte de um consórcio formado pela Petrobras, Shell, CNPC e CNOOC, um contrato de partilha de produção de 35 anos para o desenvolvimento do campo super gigante de Libra, com um potencial de produção de 8 a 12 bilhões de barris de reservas de petróleo recuperáveis e um pico de produção de petróleo bruto total que pode chegar a 1,4 milhões de barris por dia, de acordo com o regulador brasileiro, a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O campo de Libra é a maior descoberta de petróleo do pré-sal até o momento na prolífica Bacia de Santos, na costa do Brasil. O campo está localizado a aproximadamente 170 km da costa do Rio de Janeiro e abrange uma área de 1.550 quilômetros quadrados com lâminas d'água de aproximadamente 2.000 metros.

“O campo de Libra oferece uma oportunidade única de participação no desenvolvimento de uma descoberta de petróleo em águas profundas, em um campo super gigante, com parceiros estratégicos. Reforçar a nossa posição na área de pré-sal da bacia de Santos fortalece e diversifica nosso portfólio crescente e cabe na nossa estratégia de sustentar a produção pós-2017 ao longo da próxima década. Estamos ansiosos para participar do desenvolvimento destes vastos recursos e confiantes de que nossa especialidade em águas profundas e em campos offshore combinada e representada no consórcio será uma valiosa contribuição para o crescimento da produção de petróleo e gás no Brasil", disse Christophe de Margerie, Presidente e CEO da Total.

A Total detém 20% do consórcio, a Petrobras detém 40% como operadora, a Shell, 20%, a CNPC, 10% e a CNOOC, 10%. O projeto será desenvolvido através de uma equipe conjunta do projeto, que reúne o conhecimento e a experiência em carbonatos de pré-sal de nível mundial da Petrobras com a expertise e habilidades em águas profundas, bem como a gestão de grandes projetos, da Total e da Shell.

Como parte da proposta vencedora, a Total irá pagar 3 bilhões de reais (US$ 1,4 bilhão) por sua participação de 20% no bônus de assinatura. Além do bônus de assinatura, o consórcio deverá realizar um programa de trabalho mínimo, consistindo de dados sísmicos em 3D, 2 poços e um teste de poço de longa duração, a ser concluído impreterivelmente até o final de 2017.